Sexta-feira, Maio 28, 2004

"Em encanto não tem
Rival tal senhora,
E fora do sonho,
Quem bela assim fora?
Qual espadas seus olhos
Lhe brilham; e rosas
Lhe enfeitam a face
Na sombra vistosas."


Al Mutamid


a verdade está lá fora

já faz algum tempo que não lia um best-seller.
acabei de ler "o código da vinci", de dan brown, que certamente deve virar filme.
o autor explora uma interessante teoria da conspiração acerca de real história de jesus cristo.
em resumo: cristo tinha realmente direito ao trono de israel, casou-se com maria madalena, também de família nobre, e teve uma filha, chamara sarah, que nasceu no que seria a frança de hoje.
seus descendentes uniram-se a nobres franceses para dar origem à dinastia merovíngia, que teria sido exterminada, antes do ano mil, por um complô religioso.
para resguardar os supostos descendentes de cristo, teria sido criada uma sociedade secreta, o priorado do sião, que supostamente teve como membros, entre outros, nicolas flamel, leonardo da vinci, isaac newton, victor hugo, claude debussy e jean cocteau.
ao mesmo tempo, o santo graal seria não o cálice da última ceia, mas a própria maria madalena, tendo como origem o termo sangreal, ou sangue real.

esse tema já foi abordado em livros como "o santo graal e a linhagem sagrada", lançada aqui pela nova fronteira.

o livro de brown tem a qualidade de um best-seller, é bem construído, tem ritmo, emoção, surpresas, reviravoltas, mas sempre parece faltar algo. o tempo todo o autor parece querer dizer: "mas como esses europeus são curiosos e fazem coisas tão estranhas".

a trama envolve temas bastante polêmicos - a grande deusa, o graal, a divindade de cristo - e instituições místicas e poderosas - a igreja, a opus dei, o priorado do sião, a maçonaria - para contar uma boa história - mas o filme deve ser melhor... - e amealhar alguns milhões.


"Nesta hora
sem demora
pulsai as cordas
pois que o bravo, derrubado
pelo destino
chorai todos comigo."


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Quinta-feira, Maio 27, 2004



o blues teve um filho e chamou o nenê de rock and roll.
mas se você anda cansado das facilidades desse tal de roque enrow, que além do mais parece precisar ser salvo a cada nova semana por mais alguma estonteante banda nova, dê uma chance ao velho e ouça um pouco de blues.

"blues singer", o novo álbum de buddy guy é impressionante. conta com a participação de eric clapton e b.b. king na música "crawling king snake", é dedicado à memória de john lee hooker e também conta com músicas de Willie Dixon, entre outros.

clapton, aliás, vem de lançar sua revisão pessoal ao cânone do blues, com o revigorante "me and mr. johnson", apenas com canções de robert johnson.

Segunda-feira, Maio 24, 2004

Soneto 786 da prisão domiciliar

Cadê que mantiveram o Lalau
detido? Eu não falei? Já foi pra casa!
Agora come pizza e inda nos vaza
a nota em que na imprensa mete o pau!

Soltaram-no porque, no estado mau
da cela e da saúde, o réu se arrasa
em funda depressão, coitado, e praza
aos céus que, forte, suba inda um degrau!

Roubou que nem um rato, o desgraçado,
e quer que a mídia incense-lhe a inocência!
Plantar batata à força para o Estado,

é isso o que devia! Mais urgência,
porém, é ver também denunciado
seu cúmplice na Máfia, mas quem vence-a?


Glauco Mattoso

Sexta-feira, Maio 21, 2004



gentileza gera gentileza.

Quarta-feira, Maio 19, 2004



Esta foto de 1939, do filme "Son of Frankenstein", apresenta Boris Karloff, como a criatura, e Bela Lugosi, no papel de Ygor.
Só faltou o cientista maluco(?).
Essa é a explicação derradeira para o nome Projeto Igor.

Enquanto isso, me divirto horrores traduzindo o filme.

Clica aqui para mais imagens

Terça-feira, Maio 18, 2004

Agora já era

O mundo está ficando cada vez mais escuro. O que parecia uma simples impressão para alguns ganha tons de tendência. A situação ainda está longe do cenário sombrio de filmes futuristas, como Blade Runner, mas o possível fenômeno tem preocupado os cientistas.

Centenas de instrumentos, espalhados em diversos países, têm registrado uma tendência de queda na quantidade de raios solares que atingem o planeta. De acordo com o jornal "The New York Times", a média global da diminuição foi de espantosos 10% desde a década de 1950. Pior: em algumas regiões da América do Norte, Ásia e Europa, a queda foi ainda maior. Em Hong Kong, por exemplo, o tombo no período foi de 37%.


saiba mais

Segunda-feira, Maio 17, 2004



o que sempre gostei no motörhead é que eles tocam alto, pesado e sem firulas.
e o show de sexta-feira, no via funchal, foi exatamente isso: pauleira do início ao fim.
o som começou bem embolado, mas melhorou depois de uns 15 minutos.
só faltou orgasmatron, mas eles tocaram muito bem ramones, god save the queen (uma bela surpresa) e ace of spades. deixaram a desejar em iron fist, mas perpetraram uma versão matadora de overkill, que encerrou o show.
som pra quem curte ficar com o ouvido zumbindo.
Uma questão de arrogância

Ombudsman - O grande problema do "NYT", e que provocou a crise Blair e suas conseqüências, foi a arrogância?
Okrent - Sim, foi a arrogância. E o jornal continua muito arrogante. Quando lhe dizem durante muito tempo que você é o melhor e o mais importante, você começa a acreditar. E, se me permite, ele é.


Da coluna do Ombudsman da Folha de S.Paulo (16/05/2004)

É impressão minha, ou a resposta também se adequa aos jornalões brasileiros?

Sexta-feira, Maio 14, 2004



saiu a edição de maio do clandestina.

Quinta-feira, Maio 13, 2004

Uma breve análise

Depois do bombardeio do caso Valdomiro, que quase resultou na saída de José Dirceu, o governo Lula estava tendo uma folga na mídia graças às novas - ou requentadas - denúncias contra Paulo Maluf.
Mas o governo parece gostar de uma tempestade e resolveu expulsar o jornalista gringo, varrendo com isso as notícias sobre o Maluf e voltando a ocupar o centro do palco político, para receber ovos e tomates de todos os lados.
Há tempos um caso não ganhava repercussão como esse.
Vejamos, por exemplo, como a Folha de S.Paulo abordou o assunto hoje.
Todos os dias, o jornal publica duas páginas de opinião.
Na página 2, são três editoriais, uma charge, três crônicas, assinadas, por exemplo, por Carlos Heitor Cony & Clóvis Rossi, mais uma coluna semanal, com diversos nomes se revezando, e a seção de frases.
A página 3 abriga as cartas dos leitores e dois artigos de convidados do jornal, no Tendências/Debates.
Pois bem, com a expulsão do jornalista, essas duas páginas tiveram hoje praticamente um só tema: a própria expulsão.
O que era apenas uma reportagem lamentável, no entender de Fernando Gabeira, tornou-se algo ainda mais lamentável.
A intenção de expulsar o jornalista Larry Rohter foi abordada no editorial principal (intitulado "Um erro"), por Clóvis Rossi ("Da tolice a uma crise"), por Valdo Cruz ("De vítima a vilão"), Carlos Heitor Cony ("Assunto único"), Otavio Frias Filho, que escreve às quintas-feiras ("Inacreditável"), ocupa por completo a seção de Frases, e continua no Tendências/Debates em artigos assinados por André Singer ("Uma reação à altura") e Taís Gasparian ("A privacidade do presidente"), indo desaguar no painel do leitor, o qual, das oito cartas publicadas, privilegia o assunto em quatro.
Há tempos não via um caso que motivasse tanto espaço para debate, dando a impressão de que o governo não quer sair da mídia, não importando se para receber vaias ou aplausos.

Quarta-feira, Maio 12, 2004


quer ouvir só sonzeira?
clica aqui.
lula + álcool + the new york times = jornalista expulso do brasil.
acho que isso foi longe demais.
esse caso me lembra aquela outra matéria do new york times segundo a qual gil e caetano eram gays notórios.
caetano foi até o jô para defender sua honra.
agora com a expulsão do jornalista por causa de uma crítica, que parece ser indevida, nosso presidente troca os pés pelas mãos.
uma conclusão bizarra para um caso idem que ainda não acabou.

Terça-feira, Maio 11, 2004

um dia você disse: isto aqui é uma guerra.
eu respondi: e é preciso saber de que lado estamos.
passados vários anos, a constatação: estamos em lados opostos.
"Los hombres son dioses muertos,
De un templo ya derrumbao.
Ni sus sueños se salvaron.
Solo una sombra ha quedao.

Y paso las madrugadas,
Buscando un rayo de luz.
Porque, la noche es tan larga,
Guitarra, dimelo tu"
no camarim do motörhead, segundo a folha de s.paulo

É heavy o cardápio pedido pela banda inglesa Motorhead para o camarim de sua apresentação, dia 14, no Via Funchal: 120 latas de cerveja, garrafas de cidra de maçã extra forte e de vodca "de excelente qualidade", uísque, seis pizzas grandes, de presunto com abacaxi, carne e pepperoni, cigarro, manteiga ou margarina, carnes diversas fatiadas e pasta de amendoim.
puxa, mudou tudo no blogger.
é bom ter uma repaginação de vez em quando.

Domingo, Maio 09, 2004

depois de meses, quinta-feira joguei tênis de novo.
como é difícil encontrar esse tal de condicionamento físico.
Piadinha já antiga (via e-mail)

Jesus chama os seus discípulos e apóstolos para uma reunião de emergência, devido ao alto consumo de drogas na Terra.
Depois de muito pensar, chegam à conclusão de que a melhor maneira de combater a situação e resolvê-la definitivamente, era provar a droga eles mesmos e depois tomar as medidas adequadas.

Decide-se que uma comissão de discípulos desça ao mundo e recolha diferentes drogas. Efetua-se a operação secreta e dois dias depois começam a regressar os comissários.

Jesus espera à porta do céu, quando chega o primeiro servo:
-Quem é?
- Sou Paulo.
Jesus abre a porta.
- E o que trazes, Paulo?
- Trago haxixe de Marrocos
- Muito bem, filho. Entra.

- Quem é?
- Sou Marcos.
- E o que trazes, Marcos?
- Trago marijuana da Colômbia.
- Muito bem, filho. Entra.

- Quem é?
- Sou Mateus.
- E o que trazes, Mateus?
- Trago cocaína da Bolívia.
- Muito bem, filho. Entra.

- Quem é?
- Sou João.
Jesus abre a porta e pergunta de novo:
- E tu, o que trazes, João?
- Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra.

- Quem é?
- Sou Lucas.
- E o que trazes, Lucas?
- Trago speeds de Amsterdam.
- Muito bem, filho. Entra.

- Quem é?
- Sou Judas.
Jesus abre a porta.
- E tu, o que trazes, Judas?
- POLICIA FEDERAL!!! TODO MUNDO NA PAREDE, MÃO NA CABECA! ENCOSTA AÍ, CABELUDO! A CASA CAIU

Quarta-feira, Maio 05, 2004

que fim levou deanna?
Educação sentimental (repito-me)


Um dia você disse que eu deveria comer gente. No sentido de deixar-me levar pela vida. Beber até cair. Sair até não saber voltar. Fumar, se fosse o caso.

Naqueles dias eu acabava de ler os três volumes do Arquipélago (a parte final da trilogia "O Tempo e o Vento", do Erico Verissimo), onde o Tio Bicho dizia a mesma coisa para Floriano. É preciso que você chafurde e resfolegue na terra. Sem isso, explicava Tio Bicho, teus livros continuarão insossos.

Dias depois você entregou um bilhete malcriado que começava dizendo "hoje não tem oiê!" Me dava uma larga bronca pelo meu pouco movimento. Por nunca ter batido na porta do seu coração e tentado entrar. Exatamente quando redescobria o significado de "Watching the wheels", do John Lennon. Eu fico aqui sentado vendo as rodas girarem. Eu gosto mesmo de vê-las rodando, agora que desci do carrossel.
& naquela noite, no meu quarto, nunca a noite, a roda girante, zumbiu tão forte.

& então você falou ao telefone: eu sei qual é a história do Poe de que você tanto gosta: Ligeia. Ouvir aquilo foi como cair de um trem em movimento, caso um dia eu caísse. Como você poderia saber? E o fato de você saber, não era um sinal? Eu pelo menos pensei que fosse. Achei até que na sequência o céu fosse rachar ao meio. Você, contudo, não teve a mesma empolgação.
& o vento te calou.

Foi quando você lembrou que deveríamos voltar para Florença. Para o refúgio daquela torre. Ver o sol se pondo da sacada, iluminando a parede de pedra.
Tudo tão giro, você disse ao fechar a porta do táxi.

& um dia você mandou uma carta -eram outros tempos aqueles, em outro milênio - dizendo que me amava. Respondi que era mútuo.
& nunca mais tive resposta.

Foi o que calou mais fundo.
Teus olhos violetas se fecharam para mim.
Palavras e enganações (repito-me)

Mesmerizar – palavra oriunda de Mêsmêra, um tipo de vidro líquido criado acidentalmente na cidade de mesmo nome, ao sul da atual Antioquia. Mêsmêra era famosa por seus preciosos mosaicos e vitrais, que se mantinham belos e brilhantes mesmo com o passar de décadas. Tal fulgor era resultado dessa espécie de vidro líquido que, ao ser espalhado sobre o objeto, o protegia e refletia a luz com dupla intensidade. Tamanha era a beleza desses objetos que as pessoas permaneciam por horas embevecidas os observando, encantados com sua beleza. Dessa fruição surgiu a expressão “mesmerizar”, no sentido de encantar, fazer sonhar, hipnotizar.

Taboquear – palavra de origem árabe, introduzida na península ibérica quando da invasão na baixa Idade Média. Origina-se de “Al Taab Oc”, alcunha pela qual era conhecida certo funcionário público do califado do Viseu. O “Al Taab Oc” era responsável por examinar as reais condições dos cavalos que seriam comprados pelo califado. Mantendo o preceito segundo o qual em se tratando do trato público para tudo dá-se um jeito, o “Al Taab Oc” era subornável, aceitando um toco por fora para não recusar um pangaré desdentado no meio de uma tropa. Com o passar dos anos a função do “Al Taab Oc” foi extinta, mas seu apelido, convertido na palavra portuguesa “taboquear”, passou a ser entendido como enganação e mau negócio.
"Jesus disse: 'O reino do pai é como uma pessoa que queria matar alguém poderoso. Em casa, tirou a espada e a enfiou na parede para ver se sua mão acompanharia. Depois matou o poderoso.'"

Do "apócrifo" O Evangelho de Tomé, § 98, Imago.
outro dia tava conversando com o jamanta sobre uma série de trombadas que enfrentei nos últimos dias: problemas com a mudança, com o pedreiro (?) responsável (??) pela reforma, que agora tem de ser consertada (!!!), com um velho amigo que resolveu me dar as contas(!?), com um patrão velhaco que se recusa a pagar anos de trabalho de madrugada, nos finais de semana & feriados, com dois cheques clonados no banco & tal & coisa, quando ele me respondeu com sua sabedoria jamantina:

- mas o que você esperava? desde quando alguma coisa foi fácil pra gente?

plagiando o bandeira, só me resta tocar um tango argentino. :-)
e semana que vem tem motörhead!
tou muito a fim de dar uns pulos.
Muito bom o show de ontem do Teenage Fanclub.
A abertura ficou por conta do Grenade, banda que não conhecia e se revelou uma bela surpresa auditiva.
Pouco papo, muito som e ninguém encarando a platéia.

Já o show do Teenage foi realmente matador.
Som claro e limpo, platéia pulando e grandes canções rolando.
Tem mais dois shows no Sesc Pompéia e outro em Curitiba.
Se você quiser, ainda dá tempo pra ver.

Até julguei ter visto o nó_górdio por lá, mas deve ter sido impressão minha.
Carlos Heitor Cony escreveu mais uma bela crônica, publicada na Folha de hoje.
Leia o trecho final:

Nenhum imperador romano ficou escandalizado ou horrorizado com o processo de dominação que administravam. Sabiam que guerra é guerra, que eles eram mais fortes do que os adversários e que a lei da selva é uma lei que não precisa ser escrita nem aprovada por uma assembléia.

Sempre me pergunto se os líderes nazistas da Segunda Guerra Mundial ficariam escandalizados ou horrorizados ao ver as fotos dos campos de concentração e dos fornos crematórios.

Pior do que ter mau hálito é não ter hálito nenhum. Adaptando o ditado, que é atribuído a Confúcio, para o caso de Bush e Blair, pior do que a má consciência é não ter consciência nenhuma.
O mestre Elio Gaspari escreve hoje na Folha de S.Paulo:

De repente, deu uma saudade danada do PSDB. Saudade de quê? Da estagnação econômica? Da plutofilia? Da privataria? Do BNDES com seus grampos? Muita gente boa acha que comprou gato por lebre na eleição de 2002. Pena, mas o que se comprou foi gato por gato. É o preço que se paga quando se decide votar "em qualquer um, menos..."

A saudade do PSDB é muito mais uma reação aos petistas de charutos Cohiba e Ômegas australianos do que um sentimento de gratidão, reconhecimento ou esperança. À custa do mau desempenho petista, os tucanos conseguem o milagre de parecer viáveis precisamente quando se mostram um partido anacrônico, oportunista, sem projeto nem nomes.

...

O tucanato econômico apóia a ruinosa política de Lula. Afinal, a cabeça da ekipe não mudou. Fizeram o melhor negócio do mundo. Deixaram o companheiro com a taxa de desemprego e ficaram com a taxa de juros. O doutor Pedro Malan, no conselho do Unibanco. O doutor Armínio Fraga, que saiu de um fundo de milionários para presidir o Banco Central de FFHH, fundou o seu próprio fundo de milionários. Mora numa casa com piscina que muda de cor durante a noite. (Um dia, a interminável atriz Esther Williams sai de dentro d'água e põe os convidados para correr.) Enquanto isso, o grão-tucano FFHH se dá ao desfrute de enfeitar uma quermesse de deslumbrados reunida em Comandatuba, na qual ele e o doutor Antonio Palocci falaram sobre a economia nacional, enquanto as senhoras (dos deslumbrados) levaram roupinhas de onça para a festa noturna. O laboratório Pfizer presenteou os convidados com pastilhas de Viagra, e um dos times de vôlei aquático intitulava-se "Gostosos". Entre um andar de cima que faz coisas desse tipo e um andar de baixo que sai atrás de João Pedro Stedile, é melhor pensar em se filiar ao MST.

Fertilizante usado como explosivo é roubado de porto; ETA é principal suspeito
Folha de S.Paulo (05/05/2004)

E você ainda pode achar que o grande problema é com os transgênicos...

Terça-feira, Maio 04, 2004



nem lembro quando foi a última vez que comprei um cd, mas acho que a espera valeu a pena.
o novo álbum do eric clapton, "me and mr. johnson", é muito bom.
um trabalho reverente e delicioso.
minha preferida no disco é "me and the devil blues".
juro que gostaria que ele tivesse gravado "crossroads" de novo.

Segunda-feira, Maio 03, 2004

"Have you seen her all in gold?
Like a queen in days of old
She shoots her colors all around
Like a sunset going down
Have you seen a lady fairer?"
Neologismos bárbaros

A língua portuguesa me falta quando pretendo descrever determinadas situações ligadas à migrânea, ou enxaqueca.
Por causa disso, cavei em dicionários de tupi-guarani palavras que ajudassem a explicar certos abestalhamentos, alheamentos e desesperações.

Nada entendo da gramática tupi-guarani e julgo ter cometido barbarismos. Portanto, perdão antes de tudo.

Para falar da dor que surge do nada rasgando a fronte, penso no termo "Arasununga", que significa "trovão em dia claro".
Esse tipo de dor normalmente é assim.
Você está bem, contente, sorridente e despreocupado, quando um repentino trovão espouca num dia claro, solar, mostrando que a vida pode ser bem diferente.

A chegada de um "Arasununga" muda sua vida. Acredite.

Para a dor na ponta da testa, nas têmporas, penso na junção de dois termos: "Agangusu", que significa "cabeçudo", e "Maracá", que pode ser entendido como "aquilo que canta".
Assim, teríamos o sonoramente ameaçador "Agangusu-Maracá", o cabeçudo cantante.

Na mesma praia, há ainda "Atyba-Maracá".
"Atyba" pode ser entendido como "têmpora" e também "enterrar", o que torna esse neologismo bastante curioso para descrever algumas das imprevisíveis situações geradas numa crise de migrânea.
::O LIVRO DE MICAEL::

Domingo, Maio 02, 2004

Revista elege os 20 melhores riffs

Leitores da revista gringa Guitar Total escolheram os 20 melhores riffs de guitarra de todos os tempos:

1. Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses
2. Smells Like Teen Spirit - Nirvana
3. Whole Lotta Love - Led Zeppelin
4. Smoke On The Water - Deep Purple
5. Enter Sandman - Metallica
6. Layla - Derek & The Dominoes/Eric Clapton
7. Master Of Puppets - Metallica
8. Back In Black - AC/DC
9. Voodoo Child (Slight Return) - Jimi Hendrix
10. Paranoid - Black Sabbath
11. Crazy Train - Ozzy Osbourne
12. All Right Now - Free
13. Plug In Baby - Muse
14. Black Dog - Led Zeppelin
15. Ain't Talkin' 'Bout Love - Van Halen
16. Walk This Way - Aerosmith w Run DMC
17. Sunshine Of Your Love - Cream
18. No-One Knows - Queens Of The Stone Age
19. Paradise City - Guns N' Roses
20. Killing In The Name - Rage Against The Machine

Taí uma disputa difícil. Pessoalmente acho que ficou faltando algo dos Rolling Stones.